Duas mulheres vencedoras falam à Escola de Comunicação
No dia 06 de agosto, às 19h30, no Auditório Cordeiro Clève, a Escola de Comunicação das Faculdades Integradas do Brasil receberá mais uma edição do Academia UniBrasil, desta vez acumulando as honras de uma aula inaugural, a ser proferida por duas mulheres vencedoras, ambas atuantes na área de comunicação.
A jornalista Flávia Cintra tem uma agenda atribulada, é repórter do programa “Fantástico”, da Rede Globo, cuida da casa e tem dois filhos gêmeos, Mariana e Mateus. Foi consultora de Manoel Carlos na novela “Viver a Vida”, em que orientou a história da personagem Luciana.
Flávia é tetraplégica, ferida gravemente em um acidente de carro em 1991, quando tinha 18 anos, perdeu os movimentos do pescoço para baixo por causa de uma lesão em sua coluna cervical. Após meses de fisioterapia, no entanto, acabou recuperando o domínio dos braços e hoje, apesar das limitações de locomoção, consegue levar uma vida muito ativa. “Lido com todos os desafios de uma mãe moderna, ser cadeirante é apenas mais um”, diz Flávia.
Após sofrer um acidente de carro que a deixou tetraplégica há 20 anos, Mirella Prosdocimo concluiu o Ensino Médio, graduou-se em Letras, fez especialização em Educação Especial e Inclusão e está concluindo Pós-Graduação em Gestão Social e Sustentabilidade. É a criadora da Adaptare Consultoria, empresa que atua na área de inclusão e adaptação de ambientes corporativos, bem como treinamento para a recepção adequada de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mirella também é responsável pela campanha “Esta Vaga não é sua nem por um minuto”, que busca levar uma maior conscientização à sociedade sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Aliás, segundo suas palavras, “o termo correto para se referir a este grupo é: pessoas com deficiência, e não portadores de necessidades especiais. Esta foi uma resolução da ONU de 2004 em que ficou convencionado que é a melhor maneira, visto que o atual contexto dos direitos das pessoas com deficiência está baseado no modelo social de direitos humanos, cujo pressuposto é de reconhecimento de pessoa com deficiência como titular de direitos e liberdades fundamentais, independentemente de sua limitação funcional. Nesse sentido, não se porta uma deficiência como se fosse uma bolsa que se retira em seguida para no momento posterior recolocá-la. Por isso a expressão pessoa portadora de deficiência não é uma boa expressão para identificar o segmento. Pessoas com necessidades especiais também não identifica de fato sobre que grupo está-se referindo, se considerarmos que todos têm alguma necessidade especial”.
Flávia Cintra e Mirella Prosdocimo falarão sobre suas experiências, as dificuldades encontradas, as conquistas obtidas, a questão da inclusão e a percepção da mídia sobre este tema delicado.
Segundo a professora Wanda Camargo, coordenadora do Projeto Academia UniBrasil, “receber estas duas mulheres é um privilégio, alunos e professores terão a rara oportunidade de discutir inclusão em uma aula inaugural ministrada por pessoas ativas, atentas e articuladas que muito têm a nos ensinar sobre o tema”.
Saiba mais no site:
http://www.unibrasil.com.br/noticias/detalhes.asp?id_noticia=9441
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